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A essência de uma flor: Mari Ferreira

Texto: Leonardo Martins
Fotografia: Bruna Bertoldo

Fim do outono de 1993, Maringá, Paraná. A estação simboliza a mudança de cores das folhas das árvores e o posterior envelhecimento. Mas, como todo ciclo da vida, também trouxe recomeços. No dia 14 de junho nascia Mariana da Silva Ferreira, a mais nova flor da família que jamais deixaria suas raízes em um só local.

Créditos: Coletivo Jornaleiros/Bruna Bertoldo

Durante a infância, a pequena via seu pai cuidando do jardim e a mãe apreciando com paixão a paisagem viva que cultivavam. E dentro de casa também era possível encontrar flores e samambaias em vasos como parte da decoração. Além disso, o avô é agricultor e na época tinha uma pequena plantação com diversos legumes, vegetais e frutas. Com esse cenário, Mariana criou laços muito fortes com a natureza. “Essa ligação com a terra advém da ligação com a minha família. É um elo”, comenta.

Créditos: Coletivo Jornaleiros/Bruna Bertoldo

Quando foi morar sozinha em um apartamento, Mariana encontrou dificuldades no cultivo das próprias plantas, como o cuidado maior em relação à luz. Ainda assim, fez questão mantê-las por perto no dia a dia. Hoje, a estudante de Relações Públicas da Univali mora novamente com os pais em Itajaí e conseguiu um lugar adequado para que suas companheiras pudessem prosperar. “Tenho pé de alecrim, onze horas, suculenta, espada de São Jorge, cactos, roseira e muito mais. É incrível o quanto esse contato me faz bem, porque me sinto ligada com uma força superior quando tenho plantinhas por perto”, conta a paranaense. Quando está em casa, por onde quer que vá ela carrega um vaso de planta, seja estudando, cozinhando ou meditando.

Créditos: Coletivo Jornaleiros/Bruna Bertoldo

Mariana toma para si pinceladas de várias religiões e prefere não seguir nenhuma em específico. “Busco seguir minha intuição. Trilho o caminho do amor e da empatia buscando minha paz interior e me preocupo mais com meu equilíbrio entre corpo, mente e espírito” salienta a estagiária do projeto Casulo, da Tv Univali. Em busca dessa consciência, ela tenta se aprofundar cada vez mais. No YouTube, acompanha a Monja Coen, da vertente Zen Budista. Segundo Mariana, as palavras da budista a acolhem de uma maneira incomparável.

Créditos: Coletivo Jornaleiros/Bruna Bertoldo

Quando há um peso no coração, a acadêmica faz visitas em um Templo Hare Krishna de Itajaí. Quando se sente melhor, lê sobre os ensinamentos Vedas, relacionados à cultura hindu. Também ouve mantras com frequência para se acalmar, trazer leveza e inspiração para o cotidiano.

Créditos: Coletivo Jornaleiros/Bruna Bertoldo

Atualmente, reserva tempo para ler sobre o sagrado feminino, filosofia que está criando conexões ainda mais profundas com os próprios ciclos. Além disso, os princípios acabam ajudando Mariana durante as diferentes fases que a vida propõe. Já nas férias de verão deste ano, fez um estágio na Ilha de Porto Belo e teve a oportunidade de conhecer a tribo Huni Kuin, vindos do Acre. Com eles, conheceu o poder da medicina sagrada. “Cheguei a participar de uma cerimônia com a ayauasca, o rapé e o sananga. Foi um momento ímpar na minha vida e posso dizer que minha ligação com Pachamama se iniciou com eles”, relembra.

Créditos: Coletivo Jornaleiros/Bruna Bertoldo

A entusiasta de todas as coisas acredita no poder da união e não deixa de encontrar os amigos após o fim das aulas. Mesmo sem o hábito de beber, faz questão de vê-los para sentir a felicidade nos pequenos detalhes. Pinta as unhas, corta e hidrata os cabelos cacheados por conta própria. A autonomia ganha ainda mais significado com a amiga Wendy, bicicleta inseparável que Mariana usa para ir a todos os lugares. A prática saudável é elevada com exercícios físicos que estão presentes na segunda, quarta e sexta-feira. ”Apesar de toda essa correria, confesso que amo demais minha independência”, destaca, lembrando que sempre vai à biblioteca para manter os estudos em dia.

Esse empoderamento, aliado à independência espiritual e à proximidade com a natureza, traduz perfeitamente a essência da jovem de 24 anos. “Sinta toda a luz que há entre você” é a frase que Mariana carrega consigo, algo que vai muito de encontro ao seu jeito único de ver o mundo e de viver a vida.

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