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O que separa o sensacionalismo da manipulação é a ética

Quando pensamos em jornalismo popular, logo nos remetemos à prática, pejorativamente chamada de sensacionalista, do jornalismo como prestação de serviço à população. A forma como o jornal atrai o seu público, de certa maneira, é considerada uma estratégia de aproximação em relação ao leitor. O jornalismo popular, mesmo não sendo necessariamente praticado por um jornal local e de pequeno porte, possui características que são mais raras em veículos de referência. Entretanto, este gênero jornalístico não faz uso, apenas, do recurso de sensações para estabelecer conexão com o seu público.

Como o nome já diz, o jornalismo popular é conhecido por tentar a aproximação do seu público com pautas com olhares diferenciados quando se trata de denúncias, prestação de serviços, assistencialismo e, inclusive, apresentação de pessoas comuns. A perspectiva oriunda de um veículo com estas características de aproximação procura, de certa forma, fazer jus à teoria que afirma que o jornalismo é o Quarto Poder, no sentido de que a prática profissional tem a missão de fiscalizar os interesses públicos. Por outro lado, o diretor-presidente do Le Monde Diplomatique, Ignacio Ramont, defende que o título de Quarto Poder está, atualmente, nas mãos dos donos das grandes mídias que, consequentemente, controlam o atual posto do jornalismo na sociedade: Quinto Poder.

Em meio a interesses políticos, ideológicos e comerciais, vemos uma ampla dificuldade, por parte dos grandes veículos, em equilibrar todas as origens de interesses que “chegam na redação”. Incluindo o interesse público, do público e os acima citados, é preciso ter um olhar minucioso em direção à balança de controle para que os Modos de Endereçamentos não sejam redigidos com uma diferença estampada na capa da edição da manhã.

Levando em consideração o conhecimento empírico adquirido ao longo da vida, já sabemos que, por incrível que pareça, não existe jornalismo imparcial. Existe, sim, uma isenção de ponto de vista do produtor de conteúdo. Sendo assim, o modo em que este conhecimento, até mesmo se existir consciência por parte do jornalista, é implicado na produção é que diferencia o sensacionalismo da manipulação, conceito em que erroneamente é usado como sinônimo atualmente.

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