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Ricardo Boecht, o jornalista que partiu e levou um pouco da profissão


O ano de 2019 começou com tragédias que chocaram o país e o mundo. A queda do avião que transportava o jogador argentino Emiliano Sala
no mar, o rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais, o incêndio no CT do Flamengo e, quando as coisas pareciam ter acalmado, a notícia de que o jornalista Ricardo Boechat havia morrido na queda de um helicóptero comoveu à todos.

De imediato, pessoas do meio jornalístico, colegas de trabalho e telespectadores prestaram condolências e manifestaram sentimentos a respeito da grande perda. Sim, pode-se dizer que foi como se um pouco do jornalismo brasileiro tivesse morrido junto. Vamos conhecer um pouco mais o grande Boechat.

TRAJETÓRIA

Ricardo Boechat tinha quase 50 anos de trajetória no jornalismo e era um dos profissionais mais premiados da área. Ele começou a carreira em 1970 no Diário de Notícias, do Rio, jornal já extinto. Passou pela maioria dos grandes jornais, canais de televisão e rádios do país. Por último, era âncora do Jornal da Band e na BandNews FM. Também era colunista na revista IstoÉ.

Boechat ganhou três prêmios Esso, o mais importante da área. O primeiro foi em 1989, com uma reportagem sobre a corrupção na Petrobrás, pela Agência Estado. Os outros foram em 1992, na categoria Informação Política e em 2001, na categoria Informação Econômica. 

Depois do Diário de Notícias, trabalhou na coluna de Ibrahim Sued, no jornal O Globo. Em 1983, integrou a equipe da coluna Swann, onde assumiu titularidade dois anos depois. 

Em 1987, trabalhou na Secretaria de Comunicação Social do Rio de Janeiro, durante a gestão Moreira Franco e, depois, foi para o Jornal do Brasil. Nos anos 80, trabalhou na filial carioca do jornal O Estado de S. Paulo. E em 1989, voltou pra coluna Swann, do jornal O Globo, que, mais tarde, passou a se chamar Boechat.

Tornou-se colunista do Jornal do Brasil e foi diretor de redação durante um ano. Também foi colunista no SBT e do jornal O Dia, do Rio, além de ter sido professor da Faculdade da Cidade.

Em 1997, ganhou um quadro de opinião no jornal Bom Dia, Brasil, da TV Globo. Logo depois, se tornou diretor de jornalismo do Grupo Bandeirantes no Rio. Em 2006, virou âncora do Jornal da Band e começou, também como âncora, na BandNews FM logo em seguida.

Outros prêmios conquistados: White Martins de Imprensa, nove Comunique-se (2007, 2010 e 2012, na categoria âncora de TV; 2006, 2008 e 2010, como apresentador/âncora de rádio; e 2008, 2010 e 2012, como colunista de notícia).

Vai deixar saudades

Nas publicações em redes sociais, as pessoas fizeram questão de destacar seu jeito único de fazer o jornalismo.

“Como amar Ricardo Boechat sendo que ele me incomodava religiosamente em todas as manhãs? Como odiar Ricardo Boechat se ele me fez ver como impossível a missão de viver os dias sem discutir via rádio com ele de forma absolutamente intensa e, por vezes, até um tanto deselegante?”, diz um trecho do texto disponível no Hypeness.

O tom crítico e sem se deixar intimidar por quem quer que fosse, também foi uma marca registrada de Boechat. “O que eu mais admirava nele era a forma de criticar, o jeito Boechat de fazer as críticas, independente do assunto que fosse”, disse o comentarista Júnior, no SporTV.

E para nós, jovens jornalistas calouros na profissão, o conselho experiente de quem sabia o que dizia e fazia, era o seguinte: “preparem-se para sofrer, mas um sofrimento que dá sentido à vida”. E assim, seguiremos lutando pela profissão, pelo espaço, pelo reconhecimento que merecemos. Sempre lembrando de quem foi ele, Ricardo Boechat.

#BoechatEterno

Encerramento do Jornal da Band.


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