Esporte

Marcílio Dias, uma paixão centenária

Clube foi fundado em 1919 e está marcado na história de Itajaí


Além de ter o estádio localizado no coração de Itajaí, entre as principais avenidas (Coronel Marcos Konder e Sete de Setembro), bem no centro da cidade, o Marcílio Dias está no coração do cidadão e torcedor itajaiense. No domingo (17), o time completou cem anos de fundação.

Foi em 17 de março de 1919 que essa história começou a ser escrita. Homenageando um guerreiro negro, o clube náutico ganhou o nome de Marcílio Dias e começou em outras modalidades, como o remo. As cores azul e vermelho foram para homenagear clubes náuticos da capital catarinense.

A história do “Marinheiro” se confunde com a história de Itajaí. E, apesar da identificação ter se perdido um pouco nos últimos anos, ela está voltando em um dos momentos mais importantes do clube: o centenário, com uma boa campanha na Série A do Campeonato Catarinense.

O time começou com desconfiança por parte de alguns após duas derrotas diante de adversários de peso, como Chapecoense e Criciúma. Depois, foi se levando aos poucos, diante de muito trabalho e ocupa hoje a quarta posição da tabela com 20 pontos conquistados.

Apesar da derrota por 1 a 0 para o Brusque no sábado (16), nem mesmo isso foi capaz de estragar o momento e a festa do centenário para o torcedor, realizada no estádio Doutor Hercílio Luz. Entre tantas palavras, o presidente Lucas Brunet descreveu o momento em uma frase: “estamos vivendo um sonho”.

O planejamento inicial de todos foi com os pés no chão, com a missão de pelo menos manter o clube na elite. O objetivo já foi alcançado e o clube passou a mirar coisas ainda maiores: vaga na Série D e, por que não, na Copa do Brasil?

A diferença de apenas um ponto para o Brusque, quinto colocado, apertou um pouco o planejamento, mas a sequência do trabalho é uma certeza para o técnico Waguinho Dias. “Vamos continuar como estávamos, para tentar reencontrar o caminho das vitórias”, disse em coletiva pós-jogo.

A importância da torcida

Podendo ser considerada o décimo segundo jogador, a torcida rubro-anil não deixa de fazer seu papel em nenhum jogo do campeonato, dentro ou fora do Gigantão das Avenidas. Tanto que o Marcílio tem a terceira melhor média de público, sendo superado apenas por Figueirense e Chapecoense.

O presidente Lucas considera a transparência do clube como um dos principais motivos para a retomada do público. “Fizemos eles acreditar em novamente no clube e nas pessoas que aqui estão”, disse.

Para Flávio Roberto, assessor de imprensa do clube, a cidade está respirando Marcílio Dias. “As pessoas voltaram a sentir aquela emoção que sentiam antigamente com o Marcílio. Essa comunhão entre torcida e atletas vai refletir nos próximos passos que a gente vai ter”, completou.

A torcida marca presença nas arquibancadas do Gigantão. Foto: Bruno Golembiewski

O mascote pé quente

Quem também tem feito sucesso junto com o time é o mascote Marujo. O cachorrinho foi adotado pelo clube após aparecer em um evento no Pub do Marinheiro ano passado e ganhou o coração de torcedores e atletas.

Todo mundo se rende aos encantos do cachorrinho. Em dia de jogo, ele aparece nas arquibancadas uniformizado e posa para fotos, assiste a partida e desperta a atenção.

Junto com a chegada dele, o time embalou em campo. Os torcedores mais supersticiosos acreditam que o Marujo pode ser o amuleto da sorte por causa disso.

A torcida adora o mascotinho. Foto: Fabrício Mezoni


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