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Análise | Game of Thrones – S08 Ep01

Episódio morno e necessário para o seguimento da trama


Game of Thrones retornou para a temporada final com o episódio “Winterfell”, marcado principalmente por reencontros. Sansa Stark e Tyrion Lannister, por exemplo, ainda nutrem mágoas pelo casamento arranjado. Arya Stark e Sandor “Cão de Caça” Clegane mantêm uma relação de admiração e ódio, mesmo com o passar do tempo. Yara e Theon Greyjoy estão unidos pelo propósito da guerra, pelos laços de irmãos e por odiar um inimigo em comum.

Contudo, nenhum destes se compara com os três reencontros de Jon Snow no primeiro episódio da oitava temporada. O primeiro foi com os irmãos Stark, onde houve a surpresa do bastardo em ver Bran adulto e sábio e de perceber que Arya desenvolveu a bravura. No segundo, um momento de emoção em rever o amigo Samwell Tarly – a amizade que possui os maiores significados dentro da saga. E é no terceiro onde há o notável reencontro de Snow com a verdade, quando Sam lhe conta sua real origem. Jon não é um bastardo e seu nome real é Aegon Targaryen, herdeiro legítimo do Trono de Ferro. Ao menos ele deixa de não saber de nada.

A cena do voo/passeio dos dragões agrega visualmente, apenas isso. Afinal, dar tempo de tela à imponência de Drogon e Rhaegal é interessante e prepara o terreno para a batalha final. A interação entre Jon Snow e Daenerys Targaryen é que foi um tanto quanto rasa. Alívio cômico que envolveu o casal e ciúmes dos dragões? Inusitado, porém aceitável para mostrar mais da relação entre os personagens.

A troca de núcleos merece elogios. Quando se pensava em cansar dos diálogos da vez e pegar o celular para checar as notificações ou ver a hora, vinha de imediato a mudança para outros personagens, em outros locais de Westeros. Pontos para a produção da série pela dinamicidade.

Sem esquecer, é claro, da abertura de Game of Thrones. Magistralmente conduzido pela música e o trabalho de efeitos visuais, os créditos iniciais passeiam por lugares cruciais da história. O destaque é que, pela primeira vez, são mostrados os detalhes internos das construções combinados com as partes externas. A sensação é de satisfação pelo empenho dedicado nestes detalhes.

No entanto, o episódio de estreia foi morno. No geral, nada de grandioso, tampouco memorável. Durante uma hora, houve a quebra de expectativa sem combates de fato, ação desenfreada, mortes. A explicação para tal estreia tão fria se baseia em dois pontos: 1) a necessidade de “gastar” tempo para definir o rumo da temporada e 2) saciar a saudade dos fãs sem entregar tantas revelações.

O avanço da história em relação à saga literária “As Crônicas de Gelo e Fogo”, do autor George R.R. Martin, é benéfico: cria hype em cima de todos os episódios da derradeira temporada, mas é preciso entregar o que os fãs merecem e não o que eles querem. O tabuleiro já está com quase todas as peças organizadas, agora restam alinhamentos na trama e jogar o jogo da grande guerra.

NOTA: 7.


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