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Análise | Game of Thrones – S08 Ep03

A aguardada guerra torna-se uma das maiores já filmadas no meio audiovisual


Desde que Game of Thrones estreou, todo espectador sabia do grande conflito que estava por vir junto da chegada do inverno. Agora a prometida estação do frio já está entre nós e trouxe consigo o exército de mortos para o outro lado da Muralha. No episódio “A Longa Noite”, tivemos a real noção de perigo que o Rei da Noite possui e o quão anticlímax pode ser a espera de sete temporadas para o desfecho do arco do vilão.

Toda a cena da batalha transmitia uma sensação crítica e de terror, misturadas com a grandiosidade do conflito. Com dois episódios anteriores que prepararam o terreno, este terceiro entrega acertadamente o que fãs pediam: uma guerra épica. Não houve conversa inútil, e nem tempo de tela mal utilizado nos personagens. Além disso, belíssimas cenas de voo entre os dragões aumentaram – e muito – a qualidade da história.

O que de fato houve foi o embate entre vivos e mortos da maneira mais real possível. Os vivos, porém, mostraram-se imbecis ao extremo. A estratégia de guerra era apenas lutar por suas vidas, nada mais. Nada de flancos atuarem em conjunto, os Dothraki prestarem auxílio aos outros com os cavalos, Daenerys e Snow utilizarem com mais vontade os dois dragões imensos. O horror, o medo e a burrice é o que se pôde extrair deste episódio com mais facilidade.

É necessário tocar no ponto que mais causou controvérsia: a iluminação. Inúmeras vezes era difícil de distinguir o que se passava na tela e não era possível entender o que ocorria. Bem, se você está em um campo de batalha de noite, no início do inverno, com nada mais que poucos pontos de fogo, obviamente será complicado de enxergar algo a alguns metros em frente. A escolha foi decisiva e bem colocada pelos produtores. Isso causou aflição e exemplificou de maneira simples e orgânica como uma guerra seria naquelas circunstâncias.

Mortes simbólicas elevaram a carga dramática do episódio, todas com aspecto de redenção. Sor Jorah Mormont, Theon Greyjoy e Melisandre destacaram que Game of Thrones continua com sangue em tela e imprevisível. Isso fica evidente com a morte do Rei da Noite pelas mãos de Arya Stark. É claro que a personagem era apta a matá-lo e o fez de maneira inteligente, afinal, o arco da menina no passado mostrou seu crescimento para virar uma mulher letal.

No entanto, o desfecho do vilão foi simplório demais para um enredo que construiu, em torno dele, sete temporadas de medo constante. Se ao menos restasse uma ameaça dos mortos depois deste terceiro episódio, a série caminharia para um final interessante. Ainda resta Cersei e sua garra pelo Trono de Ferro, mas agora é apenas isso mesmo.

Game of Thrones entregou uma das maiores batalhas da TV e também do cinema, pelo investimento milionário que bate de frente com várias produções cinematográficas. Mostrou também que a resolução da história não pode perder tempo e que, ainda que alguns não gostem, era exatamente desta maneira que os arcos caminhavam: para um término agridoce.

NOTA: 9.


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